Olá, eu sou a Diana


Tenho 3 filhos, trabalho há 19 anos na banca e vivi em Luanda (Angola) nos últimos 6 anos.  Desde que me lembro que gosto de fazer coisas à mão. Experimentei as mais diversas artes manuais, sem nunca ter frequentado nenhum curso ou workshop, pelo que acredito piamente que as coisas que fiz, fi-las de improviso e muito provavelmente da forma mais difícil. Durante os 6 anos que vivi em Angola, pouco ou nada criei, não só porque o dia a dia em Luanda era demasiado desgastante, mas também porque não conseguia encontrar os materiais que necessitava para o fazer.

 
Fotografia por Ana Morais
 
 
 
 

COMO DESCOBRI O WEAVING
 

No início de 2015, depois de completar 40 anos, o meu “eu” criativo saiu da caixa onde o tinha guardado e saltou cá para fora aos berros, dizendo-me todos os dias “tens de fazer qualquer coisa, tens de dar asas à tua criatividade". Através do Pinterest descobri o weaving (tecelagem, em português) e as fantásticas peças que se fazem especialmente nos EUA e na Austrália, onde esta forma de arte é bastante valorizada. Reconheci logo as infinitas possibilidades que o weaving oferece e quis aprender a sério. A decisão quase impulsiva de no Verão de 2015 participar em dois workshops da Maryanne Moodie em Nova Iorque (uma reconhecida weaver australiana que vive actualmente nos EUA), fez com que aprendesse as técnicas fundamentais desta arte. 

 
 
 

A OFICINA 166
 

Faço todas as minhas peças à mão em teares ou em ramos/troncos naturais de grandes dimensões e sempre que possível utilizo lãs, fios de algodão ou outros materiais portugueses. O resto vem do coração. Cada peça sai sem qualquer esquema ou planeamento. Apenas escolho as cores, coloco as lãs ao lado do tear e a peça vai nascendo e ganhando vida própria. A Oficina 166 surgiu depois de regressar a Portugal e de perceber que as pessoas gostavam bastante do meu trabalho. É o meu outro lado, é o meu lado criativo. Nesta Oficina não trabalho, divirto-me.